Aug 2012 23

Estamos felizes em apresentar nossa nova coluna semanal “In a House With Unlocked Doors…” por Sharon Mitchell. Alguns de vocês devem conhecê-la por causa de sua vasta coleção de itens do Green Day e por ser muito fã da banda, e foi exatamente por isso que a convidamos para ter uma coluna aqui no Green Day Inc.!

Toda quinta-feira vamos postar um novo capítulo de “In a House With Unlocked Doors…” onde a Shraon irá contar suas aventuras com o Green Day e muitos itens de sua enorme coleção. Deixe seu comentário abaixo.

In a House With Unlocked Doors… – Parte 1

Por Sharon Mitchell

Comecei a gostar de Green Day em 1994 – no dia 17 de fevereiro, pra ser exata. Eu lembro porque, depois de ouvir Basket Case no rádio, eu anotei o nome da banda e da música no meu diário. Por acaso é o dia do aniversário do Billie. Estranho.

Meu amor cresceu com cada nova música que eu ouvia, e em 2001 já tinha quase toda a discografia em CD (o comecinho do que se tornou uma enorme coleção!), mas não tive a chance de vê-los ao vivo até janeiro de 2005, no Brixton em Londres (consegui os ingressos 3, 4 e 5). Coloquei American Idiot no tocador de CD do meu carro no dia em que lançou, e ainda estava lá em junho de 2005, quando fui um dos 130,000 fãs que capturaram o marcante show no Milton Keynes, mas o amor se tornou devoção em novembro deste ano.

Quando era adolescente (muito tempo atrás – tenho 53 anos), Top of the Pops era o programa de TV que sempre assistia – o único que valia a pena. Se quisesse fazer parte da plateia, era necessário se inscrever por carta, e alguns meses depois você recebia uma carta com as palavras “desculpe, você não foi escolhido”. Então quando recebi uma mensagem da Warner Music na segunda-feira, dia 30 de outubro de 2005, dizendo que o Green Day iria tocar Jesus of Suburbia ao vivo no estúdio no próximo domingo, estava muito otimista ao me inscrever para tentar ganhar ingressos no site. Mas a magia do Green Day funcionou, e na sexta-feira, dois ingressos chegaram.

Domingo estava frio e chuvoso, mas nada poderia nos entristecer – eu, meu marido e os por volta de quarenta fãs do Green Day na fila do lado de fora do estúdio da BBC em Shepherds Bush, misturado com fãs de música em geral. Finalmente liberaram nossa entrada, e um de nós perguntou quando o Green Day iria se apresentar – somente para sermos informados de que nossos ingressos para a filmagem ao meio dia não nos daria direito a entrar no show privado, com uma plateia formada somente por pessoas convidadas, às sete horas da noite. Também disseram que se alguns dos convidados não aparecessem, os que estivessem no começo da fila provavelmente poderiam entrar. Todos correram para a porta e começamos a formar a fila na chuva, deixando a BBC com uma plateia pequena para o resto do programa! Por volta das três da tarde, a banda saiu e subiu num palco minúsculo do lado de fora, visíveis somente pelas grades da BBC, e passaram o som com Minority e JOS, acenando para nós na calçada através das grades – e então, quando eles entraram, outro milagre aconteceu. Uma mulher da Warner saiu e disse que os garotos a instruíram a deixar todos nós entrarmos. Até a última pessoa.

Ficamos na grade. Fomos banhados em confete, queimados pelos jatos de fogos, encharcados e congelados pela chuva, mas Billie notou minha presença, e Mike me deu dois jóias e uma piscadela e se você pausar o vídeo da BBC, por um pequeníssimo período de tempo, estávamos visíveis na plateia de por volta de 200 pessoas e isso fez com que tudo valesse a pena. Havia uma rígida regra proibindo fotos, mas eu comprei duas câmeras descartáveis num supermercado local e consegui tirar duas fotos granuladas para lembrar o dia. Billie olhava para todos os rostos na primeira fila entre cada música, olhando duas vezes quando me viu. Ele parecia chocado – eu tinha mais que o dobro da idade que o resto dos fãs e tinha cabelo roxo. Apontei para o meu braço, no lugar em que o Billie tem a tatuagem “ALL AGES” e ele mexeu a cabeça concordando, riu e sorriu para mim. Mike descansou um pouco, e olhou direto para mim – foi aí que fui atingida pelo charme do Dirnt e me apaixonei por esses três homens adoráveis.

Eles tocaram onze músicas – Minority, JOS, Letterbomb, Are We the Waiting/St. Jimmy, Give Me Novacaine, She’s a Rebel, Wake Me Up When September Ends, Longview, Welcome to Paradise e fecharam com I Fought the Law. E notei que eles tocaram com o mesmo entusiasmo de Milton Keynes. É POR ISSO que eles são a melhor banda ao vivo do planeta. Sempre dão o máximo de si em tudo que fazem.

Foi incrível. Conhecemos tantas pessoas naquele dia que se tornaram bons amigos – pessoas como o lendário Green Day Tone e seu irmão Carl, Rie, as meninas japonesas, e o fofo casal embaixo do guarda-chuva, Nick e Jojo, todos foram filmados para o Bullet in a Bible. Aliás, os dois últimos se casaram alguns anos atrás, e nós fomos ao casamento deles. A cerimônia teve três músicas do Green DayPoprocks, Only of You e Church on Sunday. Perfeito.

A magia estava para funcionar novamente. No trem a caminho de casa, conversamos com outro fã que esteve no show. Entrei para um fórum britânico do Green Day e começamos a nos encontrar em diversos locais pelo Reino Unido, e até mesmo pelo mundo. Já conheci por volta de 300 fãs de todos os continentes, literalmente, e muitos já se hospedaram na minha casa (que, a proposito, é chamada de Longview por razões óbvias.).

Pensei que nenhuma experiência que envolvesse o Green Day poderia ser melhor que esse dia, mas estava muito enganada. Mágica persegue essa banda, e eu consegui acompanhar um pouco disso também, e agora quero compartilhar com o resto do mundo.

6 Comentários

  1. Matheus Linhares says:

    Historia perfeita *–*
    Manda mais vai ^^’
    Obs: Queria estar no seu lugar ¬¬’

  2. Caio Cinegaglia Armstrong says:

    Denaisssss,adorei a história.Queria q minha mãe gostasse de GD assim!! Escreve mais coisass!!

  3. Váh says:

    Muito lindo *-*

  4. Anthonia Bona Armstrong says:

    Amei a história!

  5. Eduardo Moraes says:

    Foda!! fiquei arrepiado lendo essa história!!

  6. Erick James says:

    Putz, que história! Uma das melhores que eu ouvi na minha vida!

    Que emoçao seria se eu conhecesse esses loucos de perto… (billie, mike, tré e ate o jason white kkk’)

    Um dia poderei contar uma historia dessas para meus filhos!!! kkkk’

    VIVA O GREEN DAY. =)

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