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Poder Verde

Billie Joe Armstrong lidera o Green Day por novos caminhos no 21st Century Breakdown

A ascensão do Green Day da cena punk em Berkeley na Califórnia, no pequeno, mas notório, 924 Gilman Street, à mega estrelas que são hoje, demonstra que os três membros – baterista Tre Cool, baixista Mike Dirnt e guitarrista/vocalista Billie Joe Armstrong – descobriram como criar músicas imensamente populares, deram as costas para a cena punk, e seguirem adiante para ter uma vida boa. Uma vida boa mesmo, quando o Dookie de 1994 ganhou disco de platina, e os três álbuns seguintes – Insomniac, Nimrod e Warning venderem bem. Então em 2004 veio o American Idiot, que se infiltrou tão profundamente na mente de jovens que foram vendidas cinco milhões de cópias só nos EUA – um número que explica porque só uma pessoa que estava morando no fundo do oceano nos últimos anos não teria músicas como “Boulevard of Broken Dreams” e “Wake Me Up When September Ends” grudadas permanentemente no cérebro.

Liderado pelo jeito intenso de Billie Joe tocar guitarra – algo que poderia ser descrito como uma mistura de Pete Townshed com Johnny Ramone – o oitavo álbum do Green Day, 21st Century Breakdown [Warner Bros.], é uma audaciosa aventura sônica que exemplifica como esta banda continua a evoluir seu som enquanto, ao mesmo tempo, mantendo a honestidade e ferocidade punk que é esperada pelos seus ouvintes. O álbum já tem vários hits que são como um soco na cara, “Know Your Enemy”, “Murder City” e “Christian’s Inferno”. Mas existe um grande e dinâmico contraste com o melódico, como fica evidente na balada de piano e voz “Last Night on Earth”, na faixa com influências ciganas que mais parecem estar dopados “Peacemaker”, e “21 Guns”, com refrão que lembra “All the Young Dudes” do Mot the Hoople’s. Quando perguntado sobre seu conceito pra o álbum, Armstrong respondeu, “É sobre tentar encontrar algo no qual acreditar em meio ao caos pelo qual você é bombardeado. Desde um bombardeio na Indonésia ou a gripe suína ou receber o endereço do Twitter de um astronauta – isso são coisas que as pessoas acreditam que merecem ser noticiadas que são como comida junk (comida não saudável) para mim. Eu tenho muita inspiração por ficar confuso e irritado com este tipo de coisa.”

O gosto musical está constantemente mudando, então como vocês acham o equilíbrio entre evoluir o som do Green Day e dar aos fãs de longa data o que eles querem?

O que mais queremos é criar uma ligação com as pessoas, que seja com um jovem ouvindo o álbum através de seu fone de ouvido ou para um estádio lotado. Para conseguir isto, é necessário que você seja o mais honesto possível consigo mesmo. Você precisa se desafiar a testar suas próprias vulnerabilidades como um compositor, e não cair na tentação de fazer aquilo que está fazendo sucesso no momento. O sucesso é como uma droga, e o que as pessoas normalmente não entendem é que elas a obtiveram sendo elas mesmas. E com sucesso eu quero dizer ótimos álbuns. Tipo Wilco é uma maneira diferente de sucesso porque eles mantiveram suas crenças e fizerem ótimos álbuns, eles não são necessariamente os queridinhos das rádios ou qualquer coisa deste tipo, mas eles definitivamente são eles mesmos.

Qual a sua inspiração para compor uma música?

A maior parte é a melodia, eu concentro minha mente em uma melodia e a letra simplesmente vem depois. Mas às vezes tudo vem de uma só vez. Quando eu tenho uma idéia para uma música eu as anoto em um pedaço de papel ou no meu Blackberry. É interessante porque olhando para trás posso ver de onde todas estas idéias vieram. Pode ter sido só uma palavra ou uma frase – tipo “class of 13” ou algo assim. Eu penso, “O que eu vou fazer com isso?” Eventualmente isso reaparece em uma música.

As suas músicas tendem a evoluir no estúdio?  E também, como você decide que tipos de tons ou instrumentos usar num corte específico?

Sim, nossas músicas evoluem no estúdio porque nós não gravamos tudo junto. Primeiro gravamos a bateria do Tré e deixamos o som do jeito que queremos, e depois há algumas partes da guitarra que nós mantemos. Mas normalmente eu gravo depois que a bateria e o baixo já foram gravados, tento achar os melhores tons de guitarras que consigo, e então começo a montar um monstro da guitarra em cima deles. Temos nosso estúdio 880 em Oakland [Califórnia], que é como um laboratório do rock ‘n’ roll para nós, onde podemos experimentar equipamentos e idéias diferentes. Quando sai algo legal disto, gravamos em um gravador de 4 faixas. Acho que coletivamente sabemos o que queremos porque somos uma banda há tanto tempo, mas meio que depende do nosso objetivo. O Tré sabe seus tons muito bem, mas às vezes eu posso fazer uma sugestão sobre usar um tom-tom de tal tamanho em uma música específica, ou certo tipo de caixa para ter um som mais estourado neste disco – acho que usamos cinco ou seis caixas de bateria diferentes neste disco. Quando fizemos o Foxboro Hot Tubs, usamos equipamento antigo de propósito para dar uma mudada no som. Eu me lembro do Mike plugando seu baixo diretamente a um amplificador de guitarra da Marshall para adquirir aquele tom mais sujo, meio Entwistle.

Ter adicionado o Jason White na guitarra nos shows ao vivo afetou a maneira como você grava?

Sim. Eu nem consideraria que a maneira como gravamos seja como uma banda com três membros. Eu tive que me libertar das limitações de ser um trio porque há um limite do que podemos fazer com só três pessoas – pelo menos para o nosso estilo de música. E assim que eu comecei a pensar o que poderíamos fazer com outros membros na banda, a minha composição expandiu muito. Agora eu posso escrever para duas ou até três diferentes partes de guitarra, e também para piano e saxofone e coisas do tipo.

Há um vice de Beatles em algumas partes de guitarra que você criou para este novo álbum – como o solo de “Last Night on Earth”. Eles foram uma inspiração pra você?

Eu sempre fui um enorme fã dos Beatles – são simplesmente aquelas melodias sabe? E como todas as suas eras, eles foram meio que a base para tudo que uma banda passa quando está evoluindo e realmente se importando mais com a composição. Os Beatles definitivamente passaram isso da maneira certa pra mim.

A música “Peacemaker” ganha pontos extras tanto por sua harmonia de algo do leste europeu quanto para as partes de cordas medonhamente rápidas. E qual é a da introdução estranha de orquestra?

Aquela música pedia instrumentos de corda, então entramos em contato com o Tom Kitt, que estava fazendo os arranjos para o Musical American Idiot, eu perguntei se ele gostaria de fazer algo com alguma destas músicas. Ele realmente se empolgou, mas não podia fazer tudo sozinho, então nós chamamos uma orquestra para o estúdio, e quando eles tocaram suas partes pela primeira vez, começaram a dar risada porque o tempo era muito rápido – na verdade é uma das músicas mais rápidas do álbum. Então todos começaram a ensaiar, e é isso o que você ouve antes da música começar. Gravamos tudo e depois pegamos pedacinhos deles tentando descobrir como tocar aquilo.

Como você fez aquela voz baixa e arranhada em “Song of the Century”?

Eu queria que o álbum abrisse com uma parte vocal sem instrumentos, mas para fazer isso soar meio diferente, nós passamos isso por um transmissor de rádio e mexemos com o sintonizador para parecer que o sinal estava indo e voltando. Gostamos de como isso soou então usamos para o álbum.

Então você tocou o seu vocal através de um transmissor de rádio, sintonizou em uma rádio FM, e então re-gravou o que vinha da caixa de som do rádio?

Exato. Nessa época estávamos brincando com uma estação de rádio pirata que montamos em Newport Beach. Basicamente juntamos um monte de equipamentos de rádio – tipo um transmissor e uma antena e todo esse tipo de coisa – e tocávamos nossos iPods através disso só por diversão. Tenho certeza que havia uma maneira mais fácil de conseguir esse mesmo efeito, mas foi assim que nós fizemos.

Como você consegue um som tão justo e intenso da sua guitarra?

Acho que muito disso vem da forma da minha palhetada. Quando eu toco acordes, eu uso parte do meu dedão junto da palheta, é um hábito que tenho desde criança, e dá ao som um certo rugido no meio-tom que eu sempre amei. A maneira como uso o meu dedão é só para o ataque, mas – eu não tento dar um de Lindsey Buckingham ou algo assim. O som da minha guitarra também tem a ver com o fato deu ser um baterista também. Meu pai era um baterista e meu irmão e meu tio eram bateristas, então meio que fui o zero a esquerda por ter me tornado um guitarrista. Mas eu acho que sempre compus músicas do ponto de vista de um baterista em termos de ritmos e como se pode fazer a dinâmica explodir.

Dinâmica é obviamente uma grande parte do som do Green Day, há coisas técnicas que vocês usam para fazer tudo soar maior?

Eu costumava ser muito anti Pro Tools, pois acreditava que era uma forma muito não natural de se gravar, mas acabei percebendo que se pode usar a tecnologia como uma maneira de se compor, e não só para poder misturar as coisas para conseguir o melhor desempenho, e sim para trazer mais dinâmica ao som. Para um disco, é uma forma de fazer o refrão se destacar, mas definitivamente há uma emoção em montar toda uma antecipação ao vivo até o ponto em que se explode ao clímax. Eu gosto de deixar tudo de uma maneira para que a platéia não saiba a direção que a música irá tomar, e quando há uma explosão de som, é tudo dez vezes maior do que eles esperavam.

Qual foi seu setup para a gravação do 21st Century?

O que mais usei foi uma ’56 Gibson Les Paul Junior, mas também usei uma Les Paul modelo do Slash, uma Les Paul modelo do Jimmy Page, e minha ’59 ‘burst. Eu usei um antigo cabeçote Park totalmente modificado, um Hiwatt 50-watt e um antigo ’58 tweed Fender Twin, que é igual aos que o Keith Richards usa. Também consegui um ótimo som com a minha ’52 Fender Esquire com um combo da Divided by 13 – usamos muito esse amplificador neste disco. Basicamente uso qualquer coisa que soe bem, mas sou bem nerd quanto ao equipamento. Mas para tocar ao vivo, uso só dois 100-watt Marshalls passando por gabinetes 4×12.

Muitos dos seus fãs não gostaram quando o Green Day assinou contrato com uma grande gravadora. Quais foram seus sentimentos na época quanto a deixar a cena punk e entrando em uma direção mais viável comercialmente?

Eu nunca vi o Green Day como uma típica banda brava de hardcore. Sempre fizemos músicas sobre amor e relacionamentos e lugares no tempo, e eu acho que isso meio que nos separou das outras bandas punks na cena da qual viemos. Mas acho que nunca me removi pessoalmente da cena punk, todas as pessoas que já se envolveram com punk rock teve que tomar um rumo diferente. Outro dia estava lendo um livro sobre o Gilman Street, e era sobre as pessoas que trabalhavam lá que ou cuidavam do lugar ou eram seguranças ou limpavam ou marcavam shows. E uma coisa que todos tinham em comum era que quase todos iam embora. Isso é uma coleção de 15 anos de histórias, e foi interessante porque todos meio que tinham a mesma história. Minha banda simplesmente seguiu em frente, e essa é a única coisa que tenho a falar sobre isso. Simplesmente fomos pra onde nossa música estava nos levando.

Jason White do Green Day

Jason White nunca tocou em um dos álbuns do Green Day, mas seu trabalho na guitarra tem sido um elemento essencial para a o som ao vivo da banda desde quando começou a participar das turnês em 2000 para o álbum Warning. Nascido em Little Rock, Arkansas, White era um dos vários jovens punks que freqüentavam o 924 Gilman no começo dos anos 90, que era a base do punk rock na costa oeste nesta época. Após substituir o guitarrista Mike Kirsch na banda Pinhead Gunpowder, White estava tocando guitarra e compondo ao lado do líder do Green Day. O resto, como dizem, ficou pra história.

O que te atraiu inicialmente a baia de São Francisco?

Foi a cena musical que havia na época. Havia muitas bandas boas que saíram de lá e estavam em turnê, e eu ia vê-las em Little Rock ou Memphis. Eles me diziam, “Você deveria vir conhecer a baia de SF.” E foi isso que fiz assim que me formei do 2º grau. Mudei-me em 1992, e Gilman Street foi o primeiro lugar ao qual eu fui na noite em que cheguei.

Como você foi recrutado para tocar no Green Day?

Eu estava no Pinhead Gunpowder há anos com o Billie Joe, e em 1999, Neil Young convidou o Green Day para tocar no Bridge School Benefit (show beneficente). É um evento acústico, e a banda queria engrossar o som, então eles pediram que eu tocasse violão com eles para este show. Então eu fui e deu tudo certo, e eles estavam se preparando para a turnê do Warning, que tinha muito violão, me pediram pra fazer isso também. Eu meio que fiquei junto com eles desde então.

O que te faz se encaixar com esta banda?

O fato de que eu e o Billie tocávamos e cantávamos bem juntos. Também somos da mesma comunidade underground e cena punk, então me dou bem com todos da banda.

Quais foram alguns dos desafios ao entrar no Green Day?

O maior desafio foi quando comecei a tocar guitarra com eles. Eles são uma banda muito unida, então se você não entrar na deles, você fica de fora como um dedo machucado. Então tive que melhorar as minhas habilidades na guitarra bem rápido. Billie, Mike e Tré têm um certo ritmo quando tocam juntos, e você simplesmente tem que obter isto. Mas eu era um fã do Green Day antes de começar a tocar com eles, então eu já conhecia o estilo deles e o que estavam fazendo.

Como você aprende as suas partes para as músicas do Green Day?

O Billie basicamente decide um monte de músicas que ele quer experimentar para tocar na turnê, então eu preciso aprendê-las antes dos ensaios. Normalmente eles me dão uma semana para aprender tudo, depois é só uma questão de dar o melhor de si. Tudo é bem organizado nesta banda, e o que eu toco é o mais próximo do disco que eu consigo.

Você precisou se acostumar a tocar em palcos maiores?

Ah com certeza. Acho que havia 20.000 pessoas no primeiro show que toquei com eles, e eu não conseguia olhar para a platéia. Eu fiquei na minha e me concentrei naquilo que estava lá para fazer. Mas quando você está no palco com pessoas que já conhece, se ficar nervoso, é só olhar para elas para sentir um pouco de normalidade. Realmente ajuda estar entre amigos e todos estarem dispostos a te ajudar.

Por que você acha que o Billie Joe ainda gosta de tocar no Pinhead Gunpowder e fazer algo como o Foxboro Hot Tubs?

Acho que é por poder fazer algo sem as restrições de estar no Green Day. É uma maneira de se expandir de forma diferente, deixar de lado o que as pessoas esperam de você, e poder fazer o que quiser. Eu acho que também é legal poder tocar em lugares menores e poder entrar fora do radar.

Nessas situações você tenta soar ou tocar diferente de como faz com o Green Day?

Não. Com o Foxboro Hot Tubs foi mais entrar num quarto e se divertir, tocar o que quiser, e escrever músicas em dez minutos. Eles me deixarameu escrever um dos solos na música “Mother Mary”, o que foi muito legal para mim. Pinhead Gunpowder é uma banda totalmente diferente, então é um desempenho de colaboração entre o Billie Joe e eu e mais dois outros caras. Todos nós escrevemos letras para esta banda.

Agora você está tocando mais solos no Green Day?

Sim, o Billie deixou várias partes da guitarra base para mim, para que ele fique livre para interagir com a platéia e esses tipos de coisas. Mas ele ainda toca a guitarra base em algumas partes. Eu nunca tentei tocar guitarra base nas bandas das quais fiz parte, e o Billie meio que jogou isso no meu colo – e isso foi algo enorme para ele deixar sob minha responsabilidade. Mas ele dizia, “Você consegue, eu confio em você.” Esses tipos de coisas que ele vem fazendo nos últimos nove anos, com certeza me ajudaram a tornar um melhor guitarrista base.

Você é tão exigente com o seu equipamento quanto o Billie Joe?

Nesta turnê eu tenho usado muito Les Pauls. A minha principal é uma replica ’58 plain-top e também tenho uma reedição ’57 gold-top. A minha única guitarra antiga é uma ’59 Les Paul Special, e eu a uso em músicas onde precisamos do ataque dual P-90 – como em “Know Your Enemy” e “American Idiot”. Para esta turnê, Billie está tocando muito Les Paul Juniors, então ele tem aquele som mais brilhante. Eu estou levando o som mais pesado de humbucker. Eu toco em uma Gibson ES-335s em algumas músicas. Elas são equipadas com captadores piezo para que eu possa fazer minhas partes acústicas nelas. Quanto a amplificadores, estou usando dois cabeçotes modificados Marshall 100-watt e quatro gabinetes 4×12.

O que você faz para se manter ativo enquanto o Green Day não está em turnê?

Eu gravo coisas na minha garagem, assim como todo mundo, e eu tenho uma banda chamada Big Cats com a qual toco ocasionalmente em Little Rock. Eu volto para lá algumas vezes no ano e fazemos um show no final do ano em comemoração as festividades. Também escrevemos músicas e gravamos sempre que temos a chance. Além disso, eu não tenho outros projetos além de Pinhead Gunpowder, e só nos reunimos a cada três ou quatro anos. Quando o Green Day está no estúdio, eu os visito para ouvir o que estão gravando e ver quais amplificadores estão usando. Isso sempre me deixa animado para o que está por vir.

Espalhando o Verde

A criatividade de Billie Joe Armstrong ocasionalmente se manifesta em outros projetos como o Foxboro Hot Tubs – uma versão bêbada do Green Day ao vivo – que lançou um álbum chamado Stop Drop and Roll!!! Depois tem o Pinhead Gunpowder, um grupo colaborativo formado no começo dos anos 90 que conta com Armstrong, seu ex-técnico de guitarra Bill Schneider no baixo, e Aaron Cometbus na bateria. Com cinco álbuns e vários EPs e compilações, Pinhead Gunpowder demonstra como suas raízes punks não sumiram após tudo que já conquistou. Para colocar isso em perspectiva, você consegue imaginar o Bono ou o The Edge fazendo discos com seus amigos e equipe e dividir os lucros? Mais provas de como o Green Day é socialmente ativo pode ser testemunhado pelo Mike Dirnt doar seus royalties das vendas do tênis 45 RPM, um produto estiloso e feito de produtos ecológicos que ele co-desenhou com o Macbeth Footwear (disponível online no journeys.com), ao Soles4Souls, uma entidade internacional dedicada a providenciar sapatos grátis para pessoas com necessidades.

Máquinas Verdes

Os dois cabeçotes Marshall 100-watts 1959 SLP re-edição (acima) do Billie Joe Armstrong são modificados no “L.A Sound Design” por Martin Golub. O cabeçote de cima tem um “Crunch mod” (modificado para ficar com um sinal sujo, também conhecido como “Dookie” Mod) e o de baixo tem um “Golub’s SE Lead mod”, que adiciona um outro tubo pre-amp para mais ganho. O técnico de guitarra Hans Buscher (abaixo a direita) controla o sinal de Armstrong via um RJM RG-16 Switcher e um Controlador de midi MasterMind. Os controles pré-definidos (presets) são: sinal Limpo, sinal Médio (os dois passam pelos pre-amps dos Marshalls sem alterações no sinal (bypass), em favor de um tubo pre-amp CAE 3+SE), sinal Grande (os dois marshalls ativos sem o pre-amp CAE), e o sinal Grande Efeito (que adiciona o pedal Boss Blues Driver para solos).

A Fernandes S-style dos anos 80 (abaixo a esquerda) conta com um captador Humbucker Seymour Duncan JB na posição do bridge. Embaixo, a direita, Buscher tem em suas mãos a Les Paul Junior ’56 de Armstrong chamada “Floyd”, e no rack, o violão, é uma re-edição da Gibson J-180 equipada com o captador da Martin Thinline Gold Natural. o técnico do Jason White, Greg Howard (abaixo, no meio) segura uma re-edição da Gibson Les Paul 1957 Gold Top e uma re-edição Gibson ES-335 Dot que conta com um captador Fishman PowerBridge para sons acústicos. Um Fishman Aura Spectrum DI também foi adicionado recentemente à corrente do sinal.

Tradução: Marie Bastos

Tradução “Máquinas Verdes”:  Alexandre Ziolkowski